MONARQUIA

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Abolição da Escravatura no Brasil - resumo

A Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, foi promulgada em 1888.

 
Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea
Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea
 

 

Contexto histórico

 

No início da colonização do Brasil (século XVI), não havia trabalhadores para a realização de trabalhos manuais pesados. Os portugueses colonizadores tentaram usar o trabalho indígena nas lavouras. A escravidão indígena não pôde ser levada adiante, pois os religiosos católicos se posicionaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Logo, os colonizadores buscaram uma outra alternativa. Eles buscaram negros na África para submetê-los à força ao trabalho escravo em sua colônia. Foi neste contexto que começou a entrada dos escravos africanos no Brasil.

 

Como era a escravidão no Brasil

 Os negros africanos, trazidos da África, eram transportados nos porões dos navios negreiros. Em função das péssimas condições deste meio de transporte desumano, muitos morreram durante a viagem. Após desembarcaram no Brasil eram comprados como mercadorias por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e, muitas vezes, violenta. 

 Embora muitos considerassem normal e aceitável, a escravidão naquela época, havia aqueles que eram contra este tipo de prática, porém eram a minoria e não tinham influência política para mudar a situação. Contudo, a escravidão permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve o sistema escravista por tantos anos foi o econômico. A economia do Brasil contava quase que exclusivamente com o trabalho escravo para realizar os trabalhos nas fazendas e nas minas. As providências para a libertação dos escravos, de acordo com alguns políticos da época, deveriam ser tomadas lentamente.

 

O início do processo de libertação dos escravos e o fim da escravidão

 Na segunda metade do século XIX surgiu o movimento abolicionista, que defendia a abolição da escravidão no Brasil. Joaquim Nabuco foi um dos principais abolicionistas deste período.

 A região Sul do Brasil passou a empregar trabalhadores assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros, a partir de 1870. Na região Norte, as usinas produtoras de açúcar substituíram os primitivos engenhos, fato que possibilitou o uso de um número menor de escravos. Já nos principais centros urbanos, era grande a necessidade do surgimento de indústrias. Visando não causar prejuízo financeiros aos proprietários rurais, o governo brasileiro, pressionado pelo Reino Unido, foi alcançando seus objetivos lentamente. 

 A primeira etapa do processo foi tomada em 1850, com a extinção do tráfico de escravos no Brasil. Vinte e um anos mais tarde, em de 28 de setembro de 1871, foi promulgada a Lei do Ventre-Livre. Esta lei tornava livres os filhos de escravos que nascessem a partir da decretação da lei.

No ano de 1885, foi promulgada a lei Saraiva-Cotegipe (também conhecida como Lei dos Sexagenários) que beneficiava os negros com mais de 65 anos de idade.

 Foi somente em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que a liberdade total e definitiva finalmente foi alcançada pelos negros brasileiros. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel (filha de D. Pedro II), abolia de vez a escravidão em nosso país. 


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Balaiada - resumo, causas

A Balaiada foi uma revolta popular ocorrida no Maranhão no século XIX.

 
Fabricantes de Balaios (século XIX)
Fabricantes de Balaios (século XIX)
 

 

O que foi

 

- Revolta popular ocorrida no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841.

 

Principais causas do conflito:

 

- Grande parte da população pobre do estado era contra o monopólio político de um grupo de fazendeiros da região. Estes fazendeiros comandavam a região e usavam a força e violência para atingirem seus objetivos políticos e econômicos.

 

Como começou e os fatos mais importantes:

 

- No mês de dezembro de 1838 o líder do movimento, Raimundo Gomes, invadiu a prisão de Vila Manga para libertar seu irmão. Acabou aproveitando a situação e libertando todos outros presos.

 

- Em 1839 os balaios (como eram chamados os revoltosos), fizeram algumas conquistas como, por exemplo, a Vila de Caxias. Conseguiram também organizar uma Junta Provisória.

 

- O governo maranhense organizou suas forças militares, inclusive com apoio de militares de outras províncias, e passou a combater fortemente os balaios.  Com a participação de muitos escravos fugitivos, prisioneiros e trabalhadores pobres da região, os balaios conseguiram obter algumas vitórias no início dos conflitos.

 

- O  coronel Luís Alves Lima e Silva foi nomeado pelo Império como governador da província do Maranhão com o objetivo de pacificar a revolta. O Barão de Caxias, que mais tarde seria duque, foi eficiente em sua missão e reconquistou a Vila de Caxias.

 

O enfraquecimento do movimento e o fim da revolta

 

- Após perder a Vila de Caxias, o comandante dos balaios, Raimundo Gomes, se entregou as tropas oficiais.

 

- Em 1839, após a morte de Balaio, Cosme Bento (ex-escravo) assumiu a liderança dos balaios. Em 1840 ele partiu, com centenas de revoltosos para o interior.

 

- Em 1841, já com o movimento enfraquecido, muitos balaios resolverem se render, aproveitando a anistia concedida pelo governo.

 

  • Em 1841, o líder Cosme Bento foi capturado e enforcado. Era o fim da revolta.
 

Reconhecimento da Independência do Brasil

O primeiro país a reconhecer a independência do Brasil foram os Estados Unidos.

 
Aclamação de D. Pedro I (12/10/1822)
Aclamação de D. Pedro I (12/10/1822)
 

 

Contexto histórico

 

A Independência do Brasil foi declarada por D. Pedro em 7 de setembro de 1822. Porém, o reconhecimento por parte das principais nações do mundo ocorreu somente alguns anos mais tarde.

 Os países europeus demoraram mais efetivar o reconhecimento, pois eram signatários do Congresso de Viena de 1815. Logo, deveriam defender os sistemas absolutistas e colonialistas e combater os ideais liberais e emancipacionistas, que começaram a se propagar com força a partir da Revolução Francesa (1789).

 

Como foi o processo:

 

- Os EUA foram, motivados pela Doutrina Monroe (“a América para os americanos”), a primeira nação que reconheceu a independência do Brasil. Este reconhecimento ocorreu no mês de maio de 1824.

 - A Grã-Bretanha, muito interessada no mercado consumidor brasileiro, intermediou o reconhecimento de Portugal, através do Tratado luso-brasileiro de reconhecimento. Este tratado, assinado em agosto de 1825, impôs algumas condições para o Brasil. A principal delas foi à indenização que o Brasil teve que pagar para Portugal no valor de dois milhões de libras esterlinas. Este valor foi emprestado pelos britânicos, dando início a dívida externa brasileira.

 - No mesmo ano, 1825, a Grã-Bretanha reconheceu a independência brasileira.

 

Segundo Reinado no Brasil - características

O Segundo Reinado foi o período em que o Brasil foi governado pelo imperador Dom Pedro II.

 
Dom Pedro II: governou o Brasil durante o Segundo Reinado
Dom Pedro II: governou o Brasil durante o Segundo Reinado
 

 

Introdução

 

O período do Segundo Reinado foi de 1840 a 1889. Nessa fase histórica, o Império do Brasil foi governado por D. Pedro II.

 Principais características do Segundo Reinado

 - Disputas políticas entre dois partidos políticos: o Liberal e o Conservador. Porém, D. Pedro II conseguiu conciliar bem os interesses desses dois partidos. Esses partidos eram constituídos, principalmente, por grandes proprietários rurais.

 - D. Pedro II, no início do seu reinado, conseguiu debelar as últimas revoltas separatistas e garantiu a estabilidade política e institucional no país.

 - Durante o Segundo Reinado, um dos principais eventos históricos foi a Guerra do Paraguai (1864-1870). E D. Pedro II conseguiu liderar bem o Brasil, que foi um dos vencedores da guerra.

 - Foi criado e implantado, em 1847, o sistema Parlamentarista. Porém, era D. Pedro II que indicava os principais cargos políticos do Império. Dessa forma, conseguia se manter no poder e alternar os liberais e conservadores nos principais cargos. Dessa forma, todo o sistema político brasileiro era controlado pelo poder Moderador, exercido pelo próprio imperador. Esse Parlamentarismo, bem diferente do que existia no Reino Unido, ficou conhecido no Brasil como Parlamentarismo às Avessas.

 - Economia brasileira foi essencialmente agrária. Tinha como principal produto o café, plantado no Oeste Paulista e no Vale do Paraíba. Grande parte desse produto era comercializado no exterior.

 - Na segunda metade do século XIX, o Brasil apresentou um significativo desenvolvimento industrial. Um dos principais investidores nesse setor foi o Barão de Mauá.

 - As principais leis abolicionistas do Segundo Reinado foram: Lei Eusébio de Queiróz de 1850 (proibiu o tráfico de escravos); Lei do Ventre Livre de 1871 (não se tornavam escravos os filhos de escravas); Leis dos Sexagenários de 1885 (libertou os escravos com mais de 65 anos) e a Lei Áurea de 1888 (aboliu a escravidão definitivamente no Brasil).

 - Manutenção do sistema escravista até 1888 (promulgação da Lei Áurea). Mas a partir de 1850, a mão de obra escrava começou a ser substituída, aos poucos, pelos trabalhadores europeus (mão de obra livre dos imigrantes).

 - No final do Segundo Reinado começaram a surgir problemas políticos e econômicos, que ocasionaram uma forte crise no sistema monárquico do Brasil. Os fazendeiros escravocratas estavam insatisfeitos com a Lei Áurea; a economia sentia a elevada dívida externa gerada pelos gastos na Guerra do Paraguai; o alto clero católico deixou de apoiar D. Pedro II, que desrespeitou uma ordem do papa para que os católicos, que faziam parte da maçonaria, não deveriam receber os sacramentos; os militares estavam insatisfeitos com a desvalorização deles após a Guerra do Paraguai e também havia o desgaste do sistema monárquico, que já não atendia mais aos interesses das camadas médias da população (esses queriam democracia e um sistema republicano).

 - Na década de 1880, ocorreu o crescimento o movimento republicano, que atuou fortemente no processo da Proclamação da República (15/11/1889).

Foto da Princesa Isabel e imagem da Lei Áurea

Princesa Isabel (Lei Áurea ao lado): abolição da escravatura (1888) foi um dos últimos grandes feitos do Segundo Reinado.

 

Cabanagem: suas causas e consequências

A cabanagem foi uma das principais revoltas ocorridas no período regencial do Brasil.

 
Eduardo Angelim: um dos principais líderes da Cabanagem
Eduardo Angelim: um dos principais líderes da Cabanagem
 

 

O que foi

 

A Cabanagem, também conhecida como Guerra dos Cabanos, foi uma revolta de caráter social e popular, que ocorreu na Província do Grão-Pará (região norte do Brasil no período imperial) entre os anos de 1835 e 1840.

 

Principais objetivos do movimento:

 

- Os revoltosos pretendiam obter a independência da província do Grão-Pará em relação ao Império Brasileiro.

- Já a população mais pobre da província lutou para conquistar melhores condições de vida, pois pretendiam sair da pobreza extrema.

 

Contexto histórico e principais causas:

 

- Vale lembrar que esta revolta ocorreu no Período Regencial, fase de muita instabilidade política gerada pela abdicação de Dom Pedro I, em 1831, quando o sucessor (futuro Dom Pedro II) tinha apenas 5 anos de idade. Nessa época, ocorreram muitas revoltas no Brasil.

- Excessiva carga de impostos que o governo imperial cobrava dos habitantes e comerciantes da região.

- O governo regencial brasileiro privilegiava os comerciantes portugueses da região, deixando de lado as reivindicações e necessidades dos comerciantes brasileiros.

- O governador da província, que seguia orientações do governo imperial, agia com força, prisões e até violência contra qualquer tipo de manifestação social e política contrária ao governo central (regencial).

- Insatisfação popular em relação ao custo de vida, remuneração baixa e pobreza e miséria na região.

- Muitos políticos brasileiros (membros da elite), que faziam parte do governo provincial, queriam mais autonomia política, ou seja, poder tomar mais decisões sem a interferência direta do governo central brasileiro.

 

Participantes e lideranças:

 

- A Cabanagem contou com a participação ativa de pessoas pobres da região. Muitos deles moravam em cabanas construídas próximas aos rios. Inclusive, o nome da revolta, está relacionado com esse fato. Essa camada social, que vivia em extrema pobreza, era formada por índios (principalmente tapuios), negros libertos, mestiços e trabalhadores simples, que possuíam condições de trabalho muito precárias e com baixíssima remuneração. Todas essas pessoas estavam muito insatisfeitas, pois o governo imperial era insensível a tudo isso.

- Os principais líderes do movimento foram: Félix Clemente Malcher (militar e político brasileiro), Antônio Vinagre (lavrador), Francisco Pedro Vinagre (lavrador e político brasileiro), Eduardo Angelim (político) e Vicente Ferreira Tavares Coutinho.

 

Imagem da Cabanagem

Cabanagem: uma das principais revoltas populares do período regencial



Como foi e como terminou a revolta

 

Em 7 de janeiro de 1835, os revoltosos tomaram o palácio do governo de Belém. O presidente da província (Bernardo Lobo de Souza) e o Comandante das Armas foram assassinados. Após conquistarem o quartel de Belém, obtiveram grande quantidade de armamentos e munições. Em poucos dias os revoltosos tomaram quase toda a cidade.

Dois dos líderes do movimento ocuparam os cargos mais importantes da província do Grão-Pará. Na presidência da província, os rebeldes colocaram Clemente Malcher e como Comandante das Armas assumiu o líder Francisco Pedro Vinagre.

 

Em 1840, o governo imperial enviou forças militares para a região para acabar com o movimento. Inclusive, quatro navios de guerra foram enviados para a costa do Pará. Com menos preparo e armamentos, os cabanos foram derrotados. Muitos foram presos, enquanto outros fugiram para as outras províncias.

 

Principais consequências:

 

- Enfraquecimento econômico da província do Grão-Pará.

- Diminuição populacional, pois morrem cerca de 35 mil revoltosos. Muitas pessoas também fugiram da região para outras províncias.

- Fortalecimento do poder central, principalmente de Dom Pedro II, que já era imperador quando o movimento foi derrotado.

- Criação da província do Amazonas, em 1850.

 

 

Documento histórico sobre a Cabanagem:

 


Proclamação de Eduardo Angelim, um dos líderes da revolta

 

"Corajosos Paraenses, valentes defensores da Pátria e da Liberdade! Depois de nove dias de fogo mortífero com outras tantas noites, estamos senhores da formosa Belém, capital da província! Os dois estrangeiros Manuel Jorge Rodrigues e João Taylor lá se vão de fugida e duma maneira vergonhosa: o primeiro à frente de seus aguerridos e briosos batalhões de voluntários, e o segundo à frente de sua esquadra de intrépidos marinheiros! Esta cidade, que ainda há poucos dias era governada por um presidente rebelde, apresentava um quadro risonho e encantador. Girava o comércio, funcionavam todas as repartições públicas, havia sossego, paz e ordem. Hoje o que vemos nós? Com dor o digo, esta tão bela cidade, tão cheia de encantos, está reduzida a um montão de ruínas! Para todas as partes, onde lançamos as nossas vistas, só vemos a imagem da dor e da tristeza!

 

"Amados patrícios! Seremos nós os responsáveis perante Deus por tantos males que hoje pesam sobre o Pará? Certamente que não. Os dois monstros e fugitivos estrangeiros Jorge e Tayior serão os únicos responsáveis diante do Ser Supremo e perante a história, pelas grandes desgraças que hoje pesam sobre a inocente família paraense! Amparo e proteção para milhares de famílias inocentes, que neste momento estão sob nossa guarda! Seja cada um de vós um pai, um protetor da inocência desvalida! Procedendo assim bem teremos merecido da pátria e das gerações futuras.

 

"Meus amados patrícios! Eu vos afiancei que o infame e opressor jugo estrangeiro havia de cair por terra e que seríamos os vencedores. Realizaram-se os meus bons desejos e gratas esperanças. Vós sois dignos do nome paraense! Vós todos, soldados da liberdade, estais coberto de glória pelo vosso patriotismo, valor e constância! Os nossos inimigos são os primeiros a confessar o vosso valor e heroismo! Nos combates desesperados que sustentamos, eu fui o que menos fiz: porém sempre me achei ao vosso lado e onde havia perigo. Era um dever de honra a cumprir. A nossa obra ainda não está concluída, ainda resta muito a fazer. Antes de tudo, peço-vos que modereis o vosso ardor guerreiro, e amanhã ou depois teremos que aclamar um presidente que mereça a nossa estima, confiança e respeito. Dignos chefes de todas as colunas, vós todos sois merecedores dos maiores louvores e elogios pelo vosso valor, firmeza de caráter e lealdade. Vivam os descendentes dos Ajuricabas e Anagaíbas! Vivam os paraenses livres! Viva o Pará!"

Questão Christie - o que foi, causas, resumo

A Questão Christie foi um conflito diplomático entre Brasil e Reino Unido no século XIX.

 
Estudo para a Questão Christie, obra de Victor Meirelles (1864)
Estudo para a Questão Christie, obra de Victor Meirelles (1864)
 

 

O que foi

 

A Questão Christie foi um evento conflituoso, na área de relações diplomáticas, entre Brasil e o Reino Unido. Ocorreu durante o Segundo Reinado, no ano de 1863, resultando na quebra das relações diplomáticas entre as duas nações. As relações foram restauradas somente em 1865.

 

Antecedentes, contexto histórico e causas do desfecho:

 

- Os britânicos eram contrários ao tráfico de escravos, ainda praticado pelo Brasil naquele momento. Exigiam também a abolição da escravidão no Brasil, pois estavam interessados na substituição do trabalho escravo pelo livre (mais consumidores para seus produtos).

 

- Em 1844, o governo brasileiro não renovou o tratado de comércio com o Reino Unido. Este tratado dava vantagens aos comerciantes britânicos nas terras brasileiras. Esta postura do governo brasileiro gerou descontentamento entre os britânicos naquele momento e nos anos seguintes.

 

- Em 1845, o Reino Unido, através de seu Parlamento, aprovou o Bill Aberdeen.  Esta lei proibiu o tráfico de escravos e dava a marinha britânica o direito de apreender navios negreiros no Oceano Atlântico. Como o Brasil era o país que mais fazia este tipo de atividade, esta lei gerou insatisfação em território brasileiro.

 

- Em 1861, um navio comercial britânico naufragou na costa do Rio Grande do Sul. Grande parte da mercadoria foi saqueada. O embaixador britânico exigiu que o Brasil fizesse a indenização.

 

- Em 1862, marinheiros britânicos foram presos na cidade do Rio de Janeiro por promoverem arruaças. Foram soltos, mas o embaixador William Christie exigiu a demissão dos policiais que efetuaram a prisão, além da imediata indenização pela carga roubada no episódio do naufrágio do navio britânico no ano anterior.

 

- Como o governo brasileiro não atendeu as exigências do embaixador britânico, este ordenou que navios de guerra de seu país aprisionassem navios brasileiros no porto do Rio de Janeiro.

 

- Em 1863, Dom Pedro II ordenou o pagamento da indenização da carga roubada do navio inglês, porém exigiu pedido de desculpas oficiais dos britânicos em relação ao aprisionamento dos navios brasileiros. Diante da negativa britânica, o governo brasileiro rompeu as relações diplomáticas com os britânicos.

 

  • As relações diplomáticas entre Brasil e Reino Unido foram reatadas somente em 1865, quando o governo britânico apresentou desculpas oficiais ao governo brasileiro.