HISTORIA DO BRASIL

HISTORIA DO BRASIL

Quando Colombo descobriu a América ele estava errado. As Índias, que ele buscava, estavam do outro lado do mundo. Além disso, ele desembarcou em terras portuguesas, segundo o Tratado de Alcáçovas.

Quando Cabral descobriu o Brasil, para os europeus, ele também não tinha consciência da dimensão do feito. Seria apenas uma ilha ao leste da Ásia, como outras indicadas em mapas da época.

Entretanto, estratégias não costumam ser escritas e, às vezes, mantêm-se em segredo para sempre. Determinar fatos históricos não é simples, conhecemos apenas as versões que ficaram.

A História do Brasil é fascinante. Mesmo antes do domínio europeu, até a transformação numa grande Nação, unida pela mesma língua.

Povos Indígenas e Arqueologia.

• Século 15. As grandes navegações, o Tratado de Tordesilhas, o Descobrimento do Brasil e os Falsos Descobrimentos.

• Século 16. A exploração das terras, os primeiros povoados com europeus, as primeiras igrejas e as Capitanias Hereditárias.

◊ Colonização do BrasilFundação de Salvador, missões jesuíticas, União Ibérica (1580-1640).

• Século 17. Invasões Francesas e Holandesas. Quilombo dos Palmares.

• Século 18. Expulsão dos jesuítas. Transferência da capital para o Rio de Janeiro (1763). Movimentos de emancipação política.

• Século 19Reino do Brasil (1815-1822). Guerra da IndependênciaImpério do Brasil (1822-1889), República.

• Século 20Bombardeio de SalvadorDitadura Vargas, Segunda Guerra Mundial, Brasília (1960), Golpe Militar (1964) e a redemocratização.

Para Waldseemüller, o cartógrafo que deu o nome AMERICA ao Novo Mundo, em 1507, o Brasil era uma das Antilhas, mas a Terra de Santa Cruz seria a AMERICA. Em 1502, os portugueses chamavam essa mesma ilha de Brasill (com dois eles). Entretanto, registraram o Rio de Brasil, junto a Porto Seguro. Mas, no século 14, o Brasil eram os Açores.

Mais: os Nomes do Brasil

A mais bela paisagem portuária brasileira, uma das mais belas do mundo, Salvador, a Cidade de dois andares, nos primeiros anos do século 20, ainda embalada por seu vigor no século 19, quando era uma das mais ricas e importantes cidades da América. O coração histórico do Brasil perdeu o ritmo em meados do século 20, somente para retomar o fôlego e vigor neste início do século 21.

O arquiteto espanhol Morales de los Rios, ao visitar a Cidade, em 1889, declarou ter visto um dos panoramas mais lindos do mundo.

De acordo com o professor Christopher Ebert, Ph.D. pela Columbia University (Latin American History), Salvador foi de vital importância para o comércio global, entre 1650 e 1750, e o mais importante porto do Atlântico Sul, no período (Disembedding Salvador da Bahia from its Hinterland: Economic and Social Aspects of a Proto-global City in Brazil, 1650-1750). Em verdade, Salvador continuou a ser um dos mais importantes portos do mundo e o mais importante do Brasil até meados do século 19.

O antropólogo português Pedro Agostinho da Silva (1906-1994), em texto para as aquarelas de Emeric Essex Vidal, refere-se a Salvador como a maior e a mais rica cidade do Atlântico Sul durante os tempos dos barcos a vela, o que inclui parte do século 19.

Charles Darwin apaixonou-se pela Bahia quando lá esteve, por duas vezes, em 1832 e 1836.

 

Todos os episódios


22 - Conclusão: por que estudar o Brasil colonial no século XXI?
22 - Conclusão: por que estudar o Brasil colonial no século XXI?

Essa aula é uma breve conclusão que sistematiza os principais pontos que eu gostaria que vocês tirassem do curso, organizados em três eixos: o período colonial em si, seu significado nos dois séculos posteriores e a concepção de história que guiou o curso como um todo. Obrigado que acompanharam o curso até aqui! Espero manter o canal/podcast vivo com conversas eventuais com outros historiadores, mas agora o conteúdo aparecerá em periodicidade irregular.

jan. de 2021

23min 59 s


21 - A Vinda da Família Real: Descolonização? (1808-19)
21 - A Vinda da Família Real: Descolonização? (1808-19)

Na última aula do curso, discuto as razões estruturais e conjunturais da vinda da Família Real para o Brasil em 1808: a pujança econômica da América Portuguesa e as guerras napoleônicas que opunham o domínio continental da França à hegemonia marítima britânica. Em seguida, penso no significado da instalação da Corte no Rio de Janeiro, essencial para entender a construção da unidade imperial brasileira ao longo do século XIX, a preservação de uma ordem social profundamente hierárquica, o vigor da escravidão africana e a reiteração de políticas violentas contra os povos originários. O Brasil se descolonizou no sentido de que o exclusivo comercial e a dominação metropolitana deixaram de existir, mas continuou a adotar um colonialismo interno que submeteu violentamente afro-brasileiros e indígenas, além de explorar as periferias em favor do centro-sul. PowerPoint: http://bit.ly/1808_Família_Real Texto Recomendado: István Jancsó e João Paulo Garrido Pimenta, “Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira)” in: Carlos Guilherme Mota (ed.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: SENAC, 2000, pp. 127-75.

jan. de 2021

43min 14 s


20 - Conjurações/Inconfidências (Mineira e Baiana, 1788-1801)
20 - Conjurações/Inconfidências (Mineira e Baiana, 1788-1801)

O objetivo dessa aula é entender as Conjurações Mineira e Baiana em seu contexto, pensando-as tanto a partir da relação entre a Coroa Portuguesa e seus vassalos ultramarinos na longa duração quanto no contexto específico da Era das Revoluções que ampliaram seu "horizonte de expectativas", tornando concebível uma contestação muito mais radical às estruturas sociais, políticas e econômicas. Também busco desmistificar as visões idealizadas construídas a partir do final do século XIX, especialmente no caso da conspiração mineira.  PowerPoint: http://bit.ly/Conjurações Texto Recomendado: István Jancsó e João Paulo Garrido Pimenta, “Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira)” in: Carlos Guilherme Mota (ed.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: SENAC, 2000, pp. 127-75. Fonte Primária Recomendada: “Avisos” (1798) in: Kátia Mattoso. Presença francesa no movimento democrático baiano de 1798. Salvador: Itapuã, 1969, pp. 148-157. Disponível em: https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?page_id=33

jan. de 2021

1h 8min


19 - Reformas no Império Luso-Brasileiro (1750-1807)
19 - Reformas no Império Luso-Brasileiro (1750-1807)

Essa aula é ao mesmo uma continuação da aula anterior quanto uma introdução para as aulas seguintes. Discuto aqui as permanências e rupturas nas relações de poder no contexto das reformas da segunda metade do século XVIII: quão ilustradas foram elas? Qual foi o seu significado para a relação entre a Coroa portuguesa e as elites brasílicas? Como elas se comparavam com as reformas coevas dos impérios concorrentes? Qual foi seu significado para os povos indígenas? Essas discussões servem de contexto para pensar se houve uma crise do sistema colonial, lançando as bases para as duas aulas seguintes (conjurações e vinda da Família Real).  PowerPoint: http://bit.ly/Reformas_Imperiais

jan. de 2021

54min 34 s


18 - Administração, Poder Local e Política (c. 1530 - 1750)
18 - Administração, Poder Local e Política (c. 1530 - 1750)

O objetivo dessa aula é pensar nas estruturas e agentes da política na América Portuguesa na longa duração, da instituição das capitanias hereditárias até meados do século XVIII. Pensaremos nas especificidades da política na Época Moderna como uma forma de antídoto contra visões antigas que enfatizam o "absolutismo" monárquico, destacando a interdependência entre Coroa e elites coloniais na construção de sociedades profundamente desiguais.   PowerPoint: http://bit.ly/Política_Colonial Textos sugeridos:  Stuart Schwartz, “O Estado e a Sociedade” in: Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835 (trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1988 [1985], pp. 219-223.  João Fragoso, Fátima Gouvêa & Fernanda Bicalho, “Uma leitura do Brasil colonial: bases da materialidade e da governabilidade no Império”. Penélope, n. 23, 2000, pp. 67-88. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/2655500.pdf   Fontes Primárias Sugeridas:  “Razões que deram os moradores da Bahia para se não extinguir a relação” in: Stuart Schwartz. Burocracia e sociedade no Brasil colonial: o Tribunal Superior da Bahia e seus desembargadores, 1609-1751. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 [1973], pp. 379-384. Consulta do Conselho Ultramarino (12/12/1678). Documentos Históricos, vol. 88. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1950, pp. 150-153. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/094536/per094536_1950_00088.pdf   Câmara de Salvador, “Carta que se escreveu ao Capitão Manuel de Carvalho, Procurador na Corte de Lisboa” (12/8/1688) in: Documentos Históricos do Arquivo Municipal: Cartas do Senado, vol. III (1684-1692). Salvador: Prefeitura, 1953, pp. 74-77.

dez. de 2020

1h 35min


17 - Religiosidades Coloniais e Repressão
17 - Religiosidades Coloniais e Repressão

Nessa aula buscamos entender as múltiplas formas de religiosidade existentes no Brasil colonial, com especial atenção para as religiosidades subalternas - cristã-nova e africana - para os mecanismos de repressão que produziram muitas das fontes que podemos utilizar.  PowerPoint: https://bit.ly/Religiosidades Texto Recomendado: Luiz Mott, "Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o calundu" in: Laura de Mello e Souza (org.) & Fernando Novais (coord.). História da Vida Privada no Brasil, vol. I: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo, Companhia das Letras, 1997, pp. 155-220.

dez. de 2020

1h 20min


16 - Histórias de Família e Gênero
16 - Histórias de Família e Gênero

Nessa aula, faço uma discussão inicial sobre temáticas essenciais para entender quaisquer sociedades e suas múltiplas desigualdades: família e relações de gênero. Aparecem aqui a dominação masculina, as várias formas familiares e as múltiplas experiências femininas possíveis.  PowerPoint: https://bit.ly/familia_genero Texto Recomendado: Júnia Furtado, “Família e Relações de Gênero no Tejuco: o caso de Chica da Silva”. Varia História, n. 24, 2001, pp. 33-74. Disponível em: https://static1.squarespace.com/static/561937b1e4b0ae8c3b97a702/t/572b50fff699bb2283a2d340/1462456577154/02_Furtado

dez. de 2020

1h 22min


15 - Racismo & Hierarquias Sociais: Senhores, Negociantes e Livres de Cor
15 - Racismo & Hierarquias Sociais: Senhores, Negociantes e Livres de Cor

A escravidão não foi apenas uma forma de trabalho, mas também uma influência decisiva na estrutura social brasileira. O objetivo desta aula é entender como se formou a sociedade escravista na América Portuguesa, enfocando tanto suas elites quanto a maior especificidade brasileira: a população livre de cor, que cresce especialmente no século XVIII. Dessa forma, podemos entender as origens profundas das desigualdades persistentes que marcam nossa sociedade.   PowerPoint: https://bit.ly/hierarquia_social Textos recomendados: Stuart Schwartz, “Uma sociedade escravista colonial” in: id. Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835 (trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1988 [1985], pp. 209-215.  Rafael de Bivar Marquese. “A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX”. Novos Estudos CEBRAP, vol. 74, 2006, pp. 107-123. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/nec/n74/29642.pdf Júnia Furtado, “Família e Relações de Gênero no Tejuco: o caso de Chica da Silva”. Varia História, n. 24, 2001, pp. 33-74. Disponível em: https://static1.squarespace.com/static/561937b1e4b0ae8c3b97a702/t/572b50fff699bb2283a2d340/1462456577154/02_Furtado Fonte Primária:  André João Antonil, “Primeira parte: Cultura e opulência do Brasil na lavra do açúcar. Engenho real moente e corrente”, Livro I, capítulos I: “Do cabedal que há-de ter o senhor de um engenho real”; III: “Como se há-de haver o senhor do engenho com os lavradores e outros vizinhos, e este com o senhor”; IX: “Como se há-de haver o senhor do engenho com seus escravos” in: id. Cultura e Opulência do Brasil, 1711, Biblioteca Virtual do Estudante da Língua Portuguesa, pp. 23-26 e 31-33.  Disponível: http://www.culturatura.com.br/obras/Cultura%20e%20opul%C3%AAncia%20do%20Brasil.pdf

dez. de 2020

1h 56min


14 - Para Além de Palmares: Rebeliões, Fugas e Quilombos
14 - Para Além de Palmares: Rebeliões, Fugas e Quilombos

Na terceira das aulas sobre escravidão abordaremos a resistência ativa, enfocando especialmente fugas e quilombos (inclusive Palmares), para além de discutir as razões da escassez de revoltas servis durante o período colonial.   PowerPoint: https://bit.ly/Resistencia_Escravizada Textos sugeridos:  Joseph Miller, “Restauração, Reinvenção e Recordação: recuperando identidades sob a escravização na África e face à escravidão no Brasil” [trad., 2004]. Revista de História (USP), n. 164, 2011, pp. 17-64. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/19188 Rafael de Bivar Marquese. “A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX”. Novos Estudos CEBRAP, vol. 74, 2006, pp. 107-123. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/nec/n74/29642.pdf

dez. de 2020

1h 11min


Leonardo Marques (UFF) - Ouro, Tráfico Transatlântico e Formação do Capitalismo
Leonardo Marques (UFF) - Ouro, Tráfico Transatlântico e Formação do Capitalismo

Conversa com o Professor Leonardo Marques (UFF, Doutor pela Emory University) sobre o ouro brasileiro no século XVIII, o Tráfico Atlântico de Africanos Escravizados, a formação do capitalismo em uma perspectiva global e a luta contra o "nacionalismo metodológico".   Recomendação de Leitura: Rafael Marquese & Leonardo Marques, “Ouro, café e escravos: o Brasil e ‘a assim chamada acumulação primitiva’” in: Rafael Marquese. Os Tempos Plurais da Escravidão no Brasil: ensaios de história e historiografia. São Paulo: Intermeios/PPGH-USP, 2020, pp. 105-122.

dez. de 2020

1h 31min


13 - Trabalho, Violência e Família na Escravidão
13 - Trabalho, Violência e Família na Escravidão

Segunda aula sobre escravidão, tratando dos elementos cotidianos da experiência do cativeiro: as múltiplas formas de trabalho, a violência como base última e as possibilidades e limites da constituição de famílias escravas.  PowerPoint: https://bit.ly/Experiência_Cativeiro Texto Obrigatório: Joseph Miller, “Restauração, Reinvenção e Recordação: recuperando identidades sob a escravização na África e face à escravidão no Brasil” [trad., 2004]. Revista de História (USP), n. 164, 2011, pp. 17-64. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/19188/21251

dez. de 2020

1h 36min


12 - O Brasil e o Tráfico Transatlântico de Africanos Escravizados
12 - O Brasil e o Tráfico Transatlântico de Africanos Escravizados

Esse é o primeiro de três episódios nessa semana sobre escravidão, sobre o tráfico transatlântico de africanos escravizados. Qual foi o volume e quais foram as diferentes rotas entre 1550 e 1807? Por que é essencial para entender a história da África em toda sua diversidade e complexidade para entender a história do Brasil? Qual é o significado do comércio de seres humanos para a formação da América Portuguesa, em termos econômicos, sociais e culturais?   PowerPoint: https://bit.ly/Trafico_Atlantico Texto Obrigatório: Joseph Miller, “Restauração, Reinvenção e Recordação: recuperando identidades sob a escravização na África e face à escravidão no Brasil” [trad., 2004]. Revista de História (USP), n. 164, 2011, pp. 17-64. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/19188/21251 Fonte Primária: José Freire Monterroio Mascarenhas, "Relaçam da Embayxada que o Poderoso Rey de Angomé Kiay Chiri Broncom, Senhor dos Dilatadíssimos Sertões da Guiné, mandou ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor D. Luiz Peregrino de Ataíde, Conde de Atouguia, (...), pedindo a amizade e aliança do muito Alto e Poderoso Senhor Rey de Portugal, Nosso Senhor". Lisboa: Oficina de Francisco da Silva, 1751, 9pp. Disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/bndigital0415/bndigital0415.pdf

dez. de 2020

1h 37min


Bônus: Thiago Krause - A Bahia, o Império e o mundo: produção, comércio e poder entre 1590 e 1730. Ciclo de Seminários PPGH UFBA 2020.
Bônus: Thiago Krause - A Bahia, o Império e o mundo: produção, comércio e poder entre 1590 e 1730. Ciclo de Seminários PPGH UFBA 2020.

PowerPoint: https://bit.ly/Bahia_Global Originalmente uma live no live no canal do YouTube do PPGH/UFBA (https://www.youtube.com/channel/UC1ZZiZz547XZRqkHF8iAPMQ) no dia 18 de setembro de 2020. Agradeço ao convite de Felipe de Azevedo e à mediação de Ana Paula Medicci.   Minha fala é uma síntese da pesquisa em andamento, em co-autoria com Christopher Ebert (City University of New York/Brooklyn College), sobre uma história atlântica e global de Salvador. Reposto aqui porque ela se relaciona com as quatro aulas sobre a economia colonial, examinando as conexões comerciais e políticas de Salvador como capital do Estado do Brasil e principal porto do Atlântico Sul.

nov. de 2020

1h 41min


11 - Mineração, Diversificação e Integração na primeira metade do século XVIII
11 - Mineração, Diversificação e Integração na primeira metade do século XVIII

Nessa aula, discuto as transformações trazidas pela descoberta do ouro no final do século XVII, como o crescimento demográfico, a integração comercial, a diversificação produtiva e a mudança do eixo econômico, mas também o impacto do ouro brasileiro na economia atlântica.  PowerPoint: https://bit.ly/Mineracao_XVIII Roteiro da Aula  Introdução - 1:06 Auri Sacra Fames - 3:12 O Ouro das Minas - 33:17 Integração Comercial e Diversificação Produtiva: 1:01:45 Textos Obrigatórios:  Antônio Carlos Jucá de Sampaio. “A curva do tempo: as transformações na economia e na sociedade coloniais no século XVIII” in: João Fragoso & Fátima Gouvêa (org.). O Brasil Colonial, vol. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, pp. 307-38.  Rafael Marquese & Leonardo Marques, “Ouro, café e escravos: o Brasil e ‘a assim chamada acumulação primitiva’” in: Rafael Marquese. Os Tempos Plurais da Escravidão no Brasil: ensaios de história e historiografia. São Paulo: Intermeios/PPGH-USP, 2020, pp. 105-122.  Fonte Primária: André João Antonil, “Terceira parte: cultura e opulência do Brasil pelas minas do ouro”, capítulos V: “Das pessoas que andam nas minas e tiram ouro dos ribeiros”; VII: “Da abundância de mantimentos, e de todo o usual que hoje há nas minas, e do pouco caso que se faz dos preços extraordinariamente altos”; XVII: “Dos danos que tem causado ao Brasil a cobiça depois do descobrimento do ouro nas minas” in: id. Cultura e Opulência do Brasil, 1711, Biblioteca Virtual do Estudante da Língua Portuguesa, pp. 68-71 e 83-84.

nov. de 2020

1h 16min


10 - Centros e Periferias no Século XVII
10 - Centros e Periferias no Século XVII

Essa trata das áreas açucareiras entre a expulsão dos neerlandeses e a descoberta do ouro, assim como das regiões periféricas baseadas na escravização dos povos originários. O objetivo é entender o início do desenvolvimento de dinâmicas econômicas próprias.  PowerPoint: https://bit.ly/Centros_Periferias_XVII Texto Obrigatório: John Monteiro. “O escravo índio, esse desconhecido” in: Luís Grupioni (org.). Índios do Brasil. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, 1994, pp. 105-120.   Fontes Primárias:  Padre Antônio Vieira, “Carta ao Rei D. João IV”, (4/4/1654) in: id. Cartas. Org. de João Lúcio de Azevedo. São Paulo: Globo, 2008, pp. 311-314. “Carta autógrafa de Domingos Jorge Velho, escrita do Outeiro da Barriga, campanha dos Palmares, em que narra os trabalhos e sacrifícios que passou e acompanha a exposição de Bento Sorriel Camiglio, procurador dos paulistas” (15/7/1694) in: Flávio Gomes (org.). Mocambos dos Palmares: histórias e fontes. Rio de Janeiro: 7Letras, 2010, pp. 342-344.

nov. de 2020

1h 13min


9 - O Açúcar Brasileiro numa Guerra Global: Portugal, a Monarquia Hispânica e os Países Baixos
9 - O Açúcar Brasileiro numa Guerra Global: Portugal, a Monarquia Hispânica e os Países Baixos

Nessa aula falo das invasões neerlandesas no Brasil (1624-1654) e o contexto que lhe deu origem: a centralidade da América Portuguesa na produção açucareira, a União Ibérica e as guerras europeias. Tratamos, portanto, de história econômica, militar e política, inserindo o Brasil no contexto global dos Impérios Modernos.   PowerPoint.  Texto Obrigatório: Stuart Schwartz. “O Nordeste Açucareiro no Brasil Colonial” in: João Fragoso & Fátima Gouvêa (orgs.). Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, vol. II: 1580-1720, pp. 337-78.    Fontes Primárias: Ambrósio Fernandes Brandão, “Diálogo Terceiro, em que se trata das mercancias do açúcar, pau, algodão, madeira” in: id. Diálogos das Grandezas do Brasil, org. José Antônio Gonsalves de Mello. Recife: Massangana, 1997 [1618], 3ª ed., pp. 85-86, 92-93, 97-103 e 108-109.  “Carta do Senado a Sua Majestade sobre se consultar remédio para a boa saída dos frutos da terra pela baixa que tem dado por sua carestia e impostos”, 12/8/1687 in: Documentos Históricos do Arquivo Municipal: Cartas do Senado, vol. III (1684-1692). Salvador: Prefeitura, 1953, pp. 49-51.

nov. de 2020

1h 36min


8 - A Construção da Economia Colonial (1550-1630)
8 - A Construção da Economia Colonial (1550-1630)

Nessa aula (a primeira de quatro sobre economia), discutimos as primeiras décadas da economia colonial nos seus principais centros econômicos: Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, nessa ordem. Tratamos do contexto imperial e atlântico, a transição da escravidão indígena para a africana e as características da empresa açucareira.   PowerPoint. Texto Obrigatório: Stuart Schwartz. “O Nordeste Açucareiro no Brasil Colonial” in: João Fragoso & Fátima Gouvêa (orgs.). Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, vol. II: 1580-1720, pp. 337-78.   Fontes Primárias: Ambrósio Fernandes Brandão, “Diálogo Terceiro, em que se trata das mercancias do açúcar, pau, algodão, madeira” in: id. Diálogos das Grandezas do Brasil, org. José Antônio Gonsalves de Mello. Recife: Massangana, 1997 [1618], 3ª ed., pp. 85-86, 92-93, 97-103 e 108-109.  “Carta do Senado a Sua Majestade sobre se consultar remédio para a boa saída dos frutos da terra pela baixa que tem dado por sua carestia e impostos”, 12/8/1687 in: Documentos Históricos do Arquivo Municipal: Cartas do Senado, vol. III (1684-1692). Salvador: Prefeitura, 1953, pp. 49-51

out. de 2020

1h 27min


7 - História Indígena 2: Conquista, Conversão e Resistência
7 - História Indígena 2: Conquista, Conversão e Resistência

O episódio de hoje continua o anterior: os primeiros contatos entre europeus e indígenas, a longa conquista - com alianças e guerras - e o complicado processo de conversão. Tento examinar tudo tanto do ponto de vista colonial quanto indígena.   PowerPoint. Roteiro: Contatos e Transformações: 1:18 Aliados e Inimigos: 17:50 Catequizar: 41:28 E Converter? 58:17  Texto Obrigatório: Elisa Garcia. “Trocas, guerras e alianças na formação da sociedade colonial” in: João Fragoso & Fátima Gouvêa (orgs.). O Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, vol. I: 1443-1580, pp. 317-355.   Fonte Primária: Claude d’Abbeville, “Do que ocorreu em Eussuap durante a nossa visita” in: id. História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão e terras circunvizinhas; em que se trata das singularidades admiráveis e dos costumes estranhos dos índios habitantes daquele país. São Paulo: Livraria Martins, 1945, pp. 114-118.  Áudio Complementar: Impérios, Colonialismo e Sociedades Pós-Coloniais, “‘Descoloniza’ Vieira”. 44 minutos, 2020 (português de Portugal). Spotify. Vídeos complementares: Histórias do Brasil, episódio 1: “Antes do Brasil”. 24 minutos. 2011. YouTube.  Guerras do Brasil.doc, episódio 1: “As guerras de conquista”. Dir. Luiz Bolognesi, 2018, 26 minutos, Netflix/YouTube.

out. de 2020

1h 12min


6 - História Indígena 1: Historiografia e Povos Originários
6 - História Indígena 1: Historiografia e Povos Originários

Nesse vídeo, faço uma discussão historiográfica sobre o crescimento da história indígena nas últimas décadas e apresento uma síntese do estado do conhecimento sobre os povos originários quando da chegada europeia. O vídeo acaba de forma um pouco abrupta por problemas técnicos - o restante da aula (sobre contato, guerra e conversão) ficou só com áudio, então vou regravá-la - mas não prejudicou a compreensão.  PowerPoint.   Texto Obrigatório: Elisa Garcia. “Trocas, guerras e alianças na formação da sociedade colonial” in: João Fragoso & Fátima Gouvêa (orgs.). O Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, vol. I: 1443-1580, pp. 317-355.   Fonte Primária: Claude d’Abbeville, “Do que ocorreu em Eussuap durante a nossa visita” in: id. História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão e terras circunvizinhas; em que se trata das singularidades admiráveis e dos costumes estranhos dos índios habitantes daquele país. São Paulo: Livraria Martins, 1945, pp. 114-118.  Áudio Complementar: Impérios, Colonialismo e Sociedades Pós-Coloniais, “‘Descoloniza’ Vieira”. 44 minutos, 2020 (português de Portugal). Spotify.  Vídeos complementares: Histórias do Brasil, episódio 1: “Antes do Brasil”. 24 minutos. 2011. YouTube.  Guerras do Brasil.doc, episódio 1: “As guerras de conquista”. Dir. Luiz Bolognesi, 2018, 26 minutos, Netflix/YouTube.

out. de 2020

44min 13 s


5 - A Expansão Marítima e o Império Português
5 - A Expansão Marítima e o Império Português

A partir dessa aula o curso tratará de temas, ainda que panoramas historiográficos apareçam de forma mais ou menos breve nas discussões. O primeiro é a expansão marítima, o Império Português e o "descobrimento" do "Brasil" (com aspas, porque o Brasil vai ser constituído depois e seres humanos já habitavam esse território). É um panorama da formação da monarquia portuguesa e seu império, dentro do qual devemos entender o Brasil de 1500 a 1822. Quais foram as especificidades da formação imperial portuguesa? Por que o Império foi excepcionalmente importante para esse reino? Quais foram os limites desse processo expansionista? O ponto de vista será fundamentalmente dos portugueses, embora breves discussões sobre os contextos africano (que vai aparecer melhor na aula sobre o tráfico atlântico de escravizados) e asiático (sobre o qual seria possível falar muito mais, mas o vídeo já estava demasiadamente longo) tenham aparecido para explicar melhor o contexto português. Na próxima aula tentaremos enfatizar o ponto de vista indígena.   PowerPoint da aula. Texto da aula: Ângela Barreto Xavier & Nuno Senos, “O caminho marítimo entre a Europa e a Ásia”, “O impacto da viagem no Reino de Portugal de inícios do século XVI”, “Os mundos à volta de 1498” & “Epílogo” in: id. 1498 (vol. 17 da coleção Portugal, uma Retrospectiva, dir. Rui Tavares). Lisboa: Tinta da China, 2019, pp. 59-80 e 93-114.  Fonte Primária: A Carta de Pero Vaz de Caminha [1500], Fundação Biblioteca Nacional, 14p.  Vídeos/Áudios Complementares: Pesquisa FAPESP, “Um imenso Portugal”, 7 minutos, 2013.  Agora, agora e mais agora, por Rui Tavares; episódio “A casa das perguntas”. 18 minutos, 2020. (Nota: português de Portugal. Recomendo fortemente a escuta de todo o podcast!).  Quem somos nós? Episódio 338: Uma Outra História do Brasil por Rodrigo Ricupero (Descobrimento). 

out. de 2020

1h 17min


4 - Novas Interpretações do Brasil Colonial: Fernando Novais & João Fragoso
4 - Novas Interpretações do Brasil Colonial: Fernando Novais & João Fragoso

O objetivo desse episódio é dar um panorama da historiografia sobre o Brasil colonial entre a década de 1970 e os anos 2000, enfatizando a profissionalização do campo e a disputa entre interpretações externalistas e internalistas da história - isto é, entre aqueles que enfatizam as determinações externas da economia colonial, como o processo de transição para o capitalismo, e os que enfatizam suas dinâmicas internas, como o comércio intercolonial e os processos de acumulação endógena.  Textos discutidos:  Fernando A. Novais. “A Crise do Antigo Sistema Colonial” in: id. Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808). São Paulo: Hucitec, 2005 [1979], 8ª ed., pp. 57-116 (conta como duas sínteses). João Fragoso. “Mercados e negociantes imperiais: um ensaio sobre a economia do império português (séculos XVIII e XIX)”. História: Questões & Debates, n. 36, 2002, pp. 99-127. PowerPoint da aula.

out. de 2020

46min 45 s


3 - Interpretações Clássicas do Brasil: Gilberto Freyre (1933) & Caio Prado Júnior (1942)
3 - Interpretações Clássicas do Brasil: Gilberto Freyre (1933) & Caio Prado Júnior (1942)

Esse episódio é referente à segunda semana do curso. O objetivo é apresentar um panorama das discussões sobre o período colonial brasileiro de 1838 (fundação do IHGB) a 1942, focando em Varnhagen (1854), Capistrano de Abreu (1907) e, principalmente, Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala, 1933) e Caio Prado Júnior (Formação do Brasil Contemporâneo, 1942). É importante para o resto do curso porque muitos dos debates posteriores são devedores dessas reflexões, seja porque foram influenciados por elas ou porque desejam se contrapor a elas.  Textos Gilberto Freyre. “Características gerais da colonização portuguesa no Brasil: formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida” in: id. Casa-Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. São Paulo: Global, 2006 [1933], 51ª edição revista, pp. 64-117 (conta como duas sínteses). Caio Prado Júnior. “O Sentido da Colonização” & “Economia” in: id. Formação do Brasil Contemporâneo: Colônia. São Paulo: Brasiliense, 1994 [1942], 23ª ed., pp. 19-32 e 113-123. PowerPoint da aula.

out. de 2020

1h 10min


Apresentação do Programa
Apresentação do Programa

Apresentação do programa do curso: temas, formas de avaliação e etc. 

out. de 2020

14min 58 s